domingo, 5 de junho de 2011

Capitulo 4 - O trabalho nas diferentes sociedades

A produção nas sociedades tribais
Nas sociedades tribais todos fazem quase tudo. A organização das atividades caracteriza-se pela divisão das tarefas por sexo e por idade.O antropólogo estadunidense, Marshall Sahlins, chama essas sociedades de "sociedade de abundância" ou "sociedade do lazer". A explicação para o fato de os povos tribais trabalharem muito menos que nós está no modo como se relacionam com a natureza, eles têm uma profunda intimidade com o meio que vivem, ou seja, aproveitam e usam apenas o que lhe é necessario.

Escravidão e servidão
Nas sociedades feudais, havia aqueles que trabalhavam - os servos, os camponeses livres e os aldeãos- e aqueles que viviam do trabalho dos outros - os senhores feudais e os membros do clero. Prevalecia um sistema de deveres do servo para com o senhor e deste para com aquele. Os servos trabalhavam nas contruções de estradas e pontes, na agricultura e artesanato. O senhor feudal cobrava a talha, uma taxa sobre tudo o que se produzia, e as banalidades, pagas pelo uso do moinho, do forno, dos tonéis e por residir na aldeia. Nas cidades, o artesanato tinha o mestre, que pagava os direitos ao rei ou ao senhor feudal, abaixo dele tinha o oficial, responsavel por fixar a jornada de trabalho, a renumeração e passar os ensinamentos do mestre ao aprendiz.

As bases do trabalho na sociedade moderna
Com o fim do periodo medieval e a emergência do mercantilismo e do capitalismo, o modo de trabalho mudou. Surgiu dois processos de organização de trabalho: a cooperação simples e a manufatura.
  • A cooperação simples mantinha a hierarquia da produção artesanal entre mestre e aprendiz, diferença é que o que era dono apenas da materia prima, agora é dono de alguns instrumentos de trabalho e quem define o local e as horas de trabalho.
  • Na manufatura o trablhador passa a fazer apenas uma das etapas de produção do produto e tem que seguir uma linha de montagem. O artesão tornou-se um tranalhador sem entendimento da totalidade do processo de trabalho.
Surgiu uma terceira forma a maquinofatura. Todo o conhecimento que o trabalhador usava para produzir suas peças foi dispensado, passando apenas a operar maquinas que faziam o seu antigo trabalho. Para Weber, isso foi necessario para que o capitalismo existisse. O trabalhador era livre apenas legalmente porém, via-se forçado a fazer o que lhe impunham, pela necessidade e para não passar fome.


Naiara Landim Rapôso, 5 de junho de 2011